Lembro até hoje do dia que perdi meu avô. Era (parecia) um dia normal como todos os outros. Acordar cedo, ir à escola, prestar atenção nas aulas, esperar minha mãe ir me buscar e voltar pra casa. Naquele mesmo dia, quando estávamos no caminho para casa, minha mãe me perguntou se eu queria passar pela horta (onde ele trabalhava) e falar com meu avô e eu simplesmente fiz o clássico "deixar pra depois o que eu poderia fazer naquele momento". A tarde minha tia chegou com a notícia e eu escutei em pedaços e pensei que ele estava no hospital. Chorei. Em seguida minha mãe me informou que ele não estava no hospital e que ele tinha falecido. Eu perdi o chão naquele momento. Ele foi a primeira pessoa muito importante em minha vida que eu perdi e tinha maturidade para saber o que estava ocorrendo. Doeu muito, pois ele era uma das pessoas que eu amava muito e não me imaginava sem, além de ser um dos meus maiores fãs e eu era muito fã dele também. Ele era um amor, sinto muitas saudades dele. E sempre tenho aquele sentimento de arrependimento por não ter passado na horta naquele dia. Não sei como, não tenho explicação ou se era mais por vontade minha de que aquilo tivesse ocorrido, naquela noite sonhei que estava na horta e que ele me abraçou tão forte... E no sonho eu não entendia o porquê. Acordei chorando, emocionada, pois parecia pra mim que ele não queria que eu me culpasse por não tê-lo visto naquele dia. E nunca saberei. Quando me pego triste e chateada por lembrar daquele dia, só me lembro dos momentos em que passei com ele, do quanto a gente se adorava e daquele abraço tão bom, que mesmo sendo sonho, pareceu tão real e eu resolvi guardar. E acredito que lá em cima (se houver mesmo este lugar) ele está me acompanhando e está orgulhoso da pessoa que estou me tornando e isso me deixa muito feliz.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
A dor...
Lembro até hoje do dia que perdi meu avô. Era (parecia) um dia normal como todos os outros. Acordar cedo, ir à escola, prestar atenção nas aulas, esperar minha mãe ir me buscar e voltar pra casa. Naquele mesmo dia, quando estávamos no caminho para casa, minha mãe me perguntou se eu queria passar pela horta (onde ele trabalhava) e falar com meu avô e eu simplesmente fiz o clássico "deixar pra depois o que eu poderia fazer naquele momento". A tarde minha tia chegou com a notícia e eu escutei em pedaços e pensei que ele estava no hospital. Chorei. Em seguida minha mãe me informou que ele não estava no hospital e que ele tinha falecido. Eu perdi o chão naquele momento. Ele foi a primeira pessoa muito importante em minha vida que eu perdi e tinha maturidade para saber o que estava ocorrendo. Doeu muito, pois ele era uma das pessoas que eu amava muito e não me imaginava sem, além de ser um dos meus maiores fãs e eu era muito fã dele também. Ele era um amor, sinto muitas saudades dele. E sempre tenho aquele sentimento de arrependimento por não ter passado na horta naquele dia. Não sei como, não tenho explicação ou se era mais por vontade minha de que aquilo tivesse ocorrido, naquela noite sonhei que estava na horta e que ele me abraçou tão forte... E no sonho eu não entendia o porquê. Acordei chorando, emocionada, pois parecia pra mim que ele não queria que eu me culpasse por não tê-lo visto naquele dia. E nunca saberei. Quando me pego triste e chateada por lembrar daquele dia, só me lembro dos momentos em que passei com ele, do quanto a gente se adorava e daquele abraço tão bom, que mesmo sendo sonho, pareceu tão real e eu resolvi guardar. E acredito que lá em cima (se houver mesmo este lugar) ele está me acompanhando e está orgulhoso da pessoa que estou me tornando e isso me deixa muito feliz.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Diário de uma trouxiane
Olá pessoal! Estou há muito tempo sem postar por causa da UFS. Devido a uns momentos de decepção que ocorreram recentemente e aos antigos também resolvi brincar (mais ainda) de escrever e montei um espaço de desabafo meu, que pode ser o de vocês também! Vamos trocar histórias e compartilhar nossas frustrações haha estamos aqui pra isso. Nesta página Diário de uma trouxiane irei atualizando com novos desabafos e espero que eu possa ajudar vocês. Enfim é isso!
p.s. O nome trouxiane se deve ao fato de eu me sentir trouxa muitas vezes na vida, mas é isto que nos faz crescer, mesmo sendo triste, encarem isto como algo bom (eu prefiro)
p.s. O nome trouxiane se deve ao fato de eu me sentir trouxa muitas vezes na vida, mas é isto que nos faz crescer, mesmo sendo triste, encarem isto como algo bom (eu prefiro)
Obrigada pela atenção <3
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
there's no place like home
blessingsandsimplicity.blogspot.com
Estava lendo a crônica "Casa" de Paula Pimenta e a última frase foi o que relatou praticamente o porquê de eu não ter ido ao CsF (Ciência sem Fronteiras). Para quem não sabe, o CsF é um programa em que o governo oferece bolsas para alunos de certas áreas estudar fora durante um tempo, para trazer mais conhecimento para o país. Sempre me interessei pelo programa. Isto fez me dedicar ainda mais ao inglês, às minhas notas e a atividade de pesquisa. Porém, ao pensar que deixaria minha família aqui sem mim me deixou preocupada. Não pensem que sou convencida, nada a ver. Minha família não é rica, então sempre procuro ajudá-los sempre que possa, mesmo exagerando um pouquinho na compra de livros. Além disto, minha mãe tem alguns probleminhas de saúde, ainda desconhecidos. Outra coisa é a casa onde a gente mora, que ainda não está da forma que eu queria que ela estivesse. Pensando nisso tudo e unindo com a falta que eles me fariam lá iria impactar em mim, o fato do país que eu queria ir não aceitar o teste gratuito que era o único que eu poderia fazer, não poder meu melhor amigo por quase 3 anos e abandonar todos os outros amigos que fiz aqui, acabou fazendo com que eu ficasse. Todos a minha volta ainda não acreditam que eu desisti (talvez adiado), mas quando penso na minha família e quando a vejo todos os dias faz tudo valer a pena. Claro que como toda família temos nossos probleminhas, mas quando estamos maratonando alguma série, comentando algo sobre livros, sobre música e nossos risos pelas besteiras que faço por eu ser muito palhaça, não estou nem ligando para a experiência que deixei de ter. Provavelmente eu iria amar ir a um país e praticar o inglês lá, além de conhecer outra cultura e outras pessoas. Como eu acredito que vou viver bastante e estou lutando para ter uma boa vida financeira, então isso pode esperar. Quem sabe não arrasto eles comigo para viajar para algum país? Ou então viajo sozinha, mas pelo menos sei que os verei logo, não terei que esperar mais de um ano para vê-los novamente. Isso só o tempo irá dizer.
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